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Usinas no RS vão gerar energia com a casca do arroz


Empresa de Porto Alegre que trabalha no mercado de consultoria em engenharia e meio ambiente, a Enerbio Energia e Meio Ambiente está com dois projetos de usinas termoelétricas em desenvolvimento no Rio Grande do Sul. Em ambos os casos, será usado como combustível a casca de arroz para formar a biomassa. Eles somarão investimentos de R$ 80 milhões, de acordo com informações de Giane Guerra, do portal GZH.

O mais avançado deles é para a cidade de Capivari do Sul, no Litoral Norte. Segundo o diretor-presidente da empresa, Luiz Antônio Leão, este empreendimento já está com a licença de instalação expedida, e o plano é iniciar a construção no segundo semestre. Para este negócio, foi formada a empresa Litoral Norte Energia, que tem como principal acionista a Creral, coorporativa de energia de Erechim, além da Enerbio, BR Energia e outros dois sócios.

Potência instalada

O investimento fica na faixa dos R$ 40 milhões. A projeção de empregos para a operação é de 30 vagas diretas, além de 50 indiretas. O projeto deve ficar pronto cerca de 18 meses após o início das obras. A potência instalada será de 5 megawatts, capaz de abastecer 50 mil residências. Já a segunda usina ficará em Uruguaiana, na Fronteira Oeste. Na última semana, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou o projeto de lei que autoriza o município a ceder uma área de 78,5 mil metros quadrados para instalação do empreendimento. O investimento também é estimado em R$ 40 milhões. Por ano, serão usadas aproximadamente 40 mil toneladas de casca de arroz, gerando um total anual de 35 mil megawatts-hora de energia.

“A ideia deste projeto surgiu quando fomos procurados por beneficiadores de arroz do município de Uruguaiana, que encontram dificuldade no descarte final e correto da casca de arroz. Eles foram visitar a Usina de São Sepé, e nos procuraram para desenvolver um projeto semelhante”, afirma Leão.

Estudos ambientais Para Uruguaiana, a empresa estima a criação de aproximadamente 100 empregos diretos durante a fase de construção e obras. Depois, para a operação da usina, serão gerados 30 empregos diretos e mais 50 indiretos.

“Para iniciar a obra, temos que elaborar o projeto básico de engenharia, fazer os estudos ambientais para obter as licenças prévia de instalação e obter o parecer de acesso junto à concessionária para interligar a usina ao sistema elétrico. Estimamos que um prazo razoável para podermos iniciar a obra seja de um ano, mais 18 meses para construir a usina”, projeta Leão. Usina de biomassa

Além destes dois projetos, a Enerbio também é uma das empresas por trás da usina de biomassa de São Sepé, na região central do Rio Grande do Sul. O empreendimento começou a ser construído em 2016, sendo inaugurado em 2018 com potência instalada de 8 MW. A usina é uma sociedade entre as cooperativas Creral de Erechim e Ceriluz de Ijuí, e mais as empresas Erechim Energia, BR Energia de Porto Alegre, Minozzo Participações de Nova Prata e Energia 203 de Santa Maria. Já a Enerbio desenvolveu o projeto de engenharia, os estudos ambientais e o licenciamento ambiental do empreendimento, bem como a gestão de implementação.

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