Publicações EcoValor Consultoria em Sustentabilidade

Publicações

  • EcoValor

Reflorestamento da bacia do Rio Doce custará R$ 1,1 bilhão


A Fundação Renova foi criada para gerir os programas ambientais vinculados à tragédia de Mariana (MG) ocorrida em novembro de 2015. Ela é mantida pela Samarco conforme previsto em acordo firmado  entre a mineradora, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e  do Espírito Santo.

A tragédia de Mariana ocorreu após o rompimento de uma barragem pertencente à Samarco. Sessenta milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração foram liberados no ambiente, devastando vegetação nativa e poluindo a bacia do Rio Doce. Comunidades também foram destruídas e 19 pessoas morreram. O episódio é considerado a maior tragédia ambiental do país.

Entre os compromissos assumidos pela Samarco no acordo firmado com o poder público, está a recuperação de 2 mil hectares de vegetação impactados na tragédia e, como medida compensatória, de outros 40 mil hectares degradados da bacia do Rio Doce.

Na semana passada, a Fundação Renova fez um workshop onde reuniu mais de 70 especialistas da área ambiental de todo o país. O encontro teve como objetivo levantar informação e conhecimento para a elaboração do plano de restauração florestal da bacia do Rio Doce. Estiveram presentes representantes de órgãos ambientais, de universidades, de organizações não governamentais e do Ministério Público de Minas Gerais e do Espírito Santo. O plano deve ser apresentado no mês de julho.

O representante do Comitê de Bacia do Rio Doce, Henrique Lobo, disse que o cenário de degradação da região é alarmante. “Há praticamente um vazio florestal em nossa região”. Segundo ele, 80% da região é composta por pastagens.

Os trabalhos de reflorestamento da área afetada pela tragédia são acompanhados pelo Comitê Interfederativo, que é composto por diversos órgão públicos e tem como objetivo fiscalizar os trabalhos de reparação dos danos causados pela tragédia. Sua criação também foi definida no acordo celebrado entre as mineradoras e o poder público.

Fonte: Terra (goo.gl/jCIjoe)

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo