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Os desafios do mundo para atingir a neutralidade em carbono


O secretário-geral das Nações Unidas António Guterres participou na sexta-feira, 2 de julho, de uma mesa-redonda sobre os Impactos Socioeconômicos das Mudanças Climáticas. O evento, promovido pelo governo da Espanha, foi realizada em Madri, capital do país europeu.

Na ocasião, Guterres afirmou que falta, “em todas as partes do mundo, uma coerência entre discursos e realidade”. Ele citou como exemplo situações em que são feitos mais investimentos em combustíveis fósseis do que em energias renováveis.

Sociedade civil

O chefe da ONU garante estar preocupado com a falta de confiança entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Na avaliação de Guterres, isso pode comprometer uma coalizão global entre governos, empresas, setor financeiro e sociedade civil, algo essencial para se alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Segundo o secretário-geral, a situação está “pior do que se pensava”, como em relação ao caso do nível do mar, que está subindo mais rapidamente do que as previsões”.

Assembleia Geral

Guterres afirmou que “estamos a um passo do abismo” e por isso, não se deve esperar. Ele explicou que o papel das Nações Unidas será tentar, durante a Assembleia Geral, um diálogo sério entre os países, “sobre como conseguir a coalizão para a neutralidade de carbono, financiamentos justos e prioridade à adaptação” às mudanças climáticas.

O chefe da ONU lembrou ainda que duas questões políticas importantes precisam ser decididas: se será eliminado o subsídio aos combustíveis fósseis e se será colocado um preço no carbono.

Segundo Guterres, são decisões que não são fáceis de serem tomadas, por ser necessário encontrar um caminho em que a transição para a economia verde cause o menor impacto social possível.

Fonte: Notícia Sustentável — acessado em 13/07/2021

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