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Empresa de Montenegro cria classificados online para costureiras, com mapa de onde comprar máscaras

Foto: Divulgação

Uma iniciativa que une tecnologia, oportunidade de trabalho a quem teve seus rendimentos reduzidos devido às restrições impostas, e proteção em meio a pandemia de coronavírus surgiu em Montenegro, no Vale do Caí. A partir do site mapadasmascaras.com.br, costureiras e costureiros podem cadastrar seus produtos em uma espécie de classificados online, onde são detalhados o tipo de tecido empregado, estampa do acessório, localização e preço do item ofertado. Fotos do acessório também podem ser anexadas.

Iniciativa da empresa gaúcha Dobra, em parceria com a Fashion Masks, a loja estilo marketplace — termo em inglês em referência a um centro de compras físico ou pela internet — teve mais de 400 cadastros no primeiro dia de funcionamento da plataforma. Nas primeiras horas, já foram incluídos no sistema vendedores de cidades de todo o País.

Andressa Gallas, integrante da equipe de marketing da Dobra, afirma que a ideia surgiu após ela perceber um número crescente de costureiras oferecendo suas máscaras nas redes sociais.

— Comecei a ver, em grupos de Facebook, muitas senhoras contando que haviam perdido o emprego e que precisavam levantar dinheiro através da venda das máscaras. Pensei: por que não facilitar e fazer esse link entre quem precisa de máscara e quem precisa vender? — relembra.

Não é cobrado qualquer valor para fazer parte da comunidade virtual, nem comissão sobre as vendas. Para integrar o catálogo, basta o empreendedor clicar no botão “sou costureira(o), quero me cadastrar”, primeiro item visível no topo da página, informar um e-mail válido e criar uma senha simples. Não é necessário ter CNPJ para vender os objetos. Há, no canto inferior do site, um chat instantâneo para tirar dúvidas. Logo após a geração do usuário, são solicitados os detalhes do anúncio e formas de contato.

Cleusa Rosa de Souza, 53 anos, fechou a primeira venda pelo site. Foram dez máscaras, que serão entregues por um motociclista terceirizado, em Viamão, cidade onde ela e seu cliente vivem. Costureira desde criança, ela viu a renda da família despencar com a suspensão das festas de 15 anos, que eram seu principal público.

— A situação ficou preocupante, pois não temos nem perspectiva da retomada desses eventos. Com uniformes de escola, que também fazemos, aconteceu o mesmo. Mas vamos fazer do limão uma limonada: agora, com as máscaras, ajudo os outros e sou ajudada — afirma, com uma alegria ímpar de quem se reinventou na quarentena.

A reportagem de GaúchaZH chegou à vendedora através do site, em um teste para comprovar  a funcionalidade da ferramenta. Ao lado do esposo e do filho de 21 anos, a confecção dos acessórios para cobrir boca e nariz tem força-tarefa dentro de casa, de onde a família não sai para evitar exposição. A mãe de Cleusa, aos 82 anos, contribui da forma como a idade permite.

Fonte: GaúchaZH

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