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Certificados de nicho avançam no Brasil, aponta Totum

Crescimento das emissões de certificados de energia renovável com critérios de sustentabilidade ligados às ODS da ONU avançam oito vezes em 2020 ante 2019.

O Instituto Totum registrou até o momento um crescimento de mais de oito vezes a emissão dos chamados certificados de nicho, que são os Certificados de Energia Renovável com selo REC Brazil. Esses papéis referem-se ao que a instituição chama de terceira onda desses títulos referentes à geração de energia renovável. De janeiro a julho deste ano, foram cerca de 664 mil certificados REC Brazil, contra cerca de 73 mil no mesmo período do ano anterior.

Dentro do programa, o Instituto Totum certifica geradores de energia renovável dentro dos critérios do I-REC e o selo é creditado àqueles com critérios adicionais de sustentabilidade. De acordo com o sócio diretor da empresa, Fernando Lopes, esses títulos são conferidos a empresas que procuram um adicional de sustentabilidade, um passo além da energia renovável.

“Temos a primeira onda que é de empresas que querem energia renovável independente de fonte, na segunda onda é aquela na qual escolhem a fonte e essa é a terceira onda, ou certificados de nicho, que são conferidos a empresas que atendem a pelo menos 5 dos ODSs da ONU”, explicou o executivo.”A empresa que busca o REC Brazil, por exemplo, quer saber se a usina gerou benefícios para a comunidade com a qual se relaciona”, acrescentou.

Essa modalidade de certificação está em crescimento dentro do portfólio de emissões do Instituto, avaliou Lopes. Apesar disso, até o momento são 13 usinas enquadradas nos critérios para a emissão do REC Brazil, algo como 10% do total que pode emitir certificados de energia renovável I-REC. Ano passado essa emissão de nicho respondeu por algo entre 5% a 6% do total de certificados emitidos, mas a expectativa é de que esses certificados respondam por até 25% do total. A maior parte ainda está concentrada nos I-RECs.

Lopes explicou que esse crescimento vem no sentido de que o certificado reduzir o tempo de compra de energia dessa natureza sustentável. Antes, os consumidores de energia que exigiam esse perfil de geração precisavam fazer uma ampla auditoria para fecharem negócio. Hoje com o REC Brazil, contou, essa fase pode ser descartada ao passo que a geradora possui esse certificado.

Esse título é comum em todo o mundo, mas o mercado nacional ainda é bastante pequeno quando comparado com os dois principais, o dos Estados Unidos e Europa. Ainda mais que por lá já existe regulação, aqui ainda é 100% voluntário.

I-REC Lopes reforçou que a previsão para o fechamento do ano em termos de emissões de certificados de energia renovável neste ano, os I-RECs está em 5 milhões, o dobro do que foi reportado em 2019. Até o fechamento de julho, comentou ele, o Instituto já havia batido os 2,5 milhões do ano passado. A potência instalada que está apta à emissão ultrapassou os 10 GW ante os 7 GW de dezembro de 2019.

Para este ano ainda não é possível apontar em quanto a capacidade de geração cadastrada ficará. Todo mês são adicionadas quatro ou cinco novas usinas, mas que são de capacidade diferentes, por isso ele ainda não consegue estimar a potência apta ao fechamento deste ano. Disse apenas que deverão fechar com algo entre 140 a 150 usinas que podem emitir o certificado.

Fonte: Canal Energia

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