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Aspectos da crise hídrica


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Quando pensamos em falta de água, o que vem diretamente a sua cabeça? O chuveiro, a torneira, a água para beber. Você já parou para pensar que sem água não comeremos? Um simples alface, a base da cadeia alimentar, sem água, não existirá.

Pense no seu trabalho, seja ele em uma indústria, escritório ou escola, o que a água tem a ver com ele? Você precisa de luz para trabalhar, correto? Você sabe quanto da parcela total da energia gerada no Brasil é oriunda de hidrelétricas? Nada mais, nada menos que 66,18% (uma potência de 89.630.630 kW)*!

Agora repense sua vida sem água, consequentemente, também sem energia, e entenda porque a conta de energia elétrica, em 2015, teve acréscimo de R$ 0,025 a R$0,055 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos, de acordo com as bandeiras tarifárias*.

A crise hídrica já foi uma realidade distante, coisa de maluco, mas a escassez enfrentada em 2014/2015 deixou rastros e alertas, sabemos que a “culpa” não é toda nossa, dos usuários finais. O Brasil perde 37% da água tratada antes mesmo dela chegar às torneiras! O Rio Grande do Sul, perde 37,2%, e tem, conforme a Agência Nacional de Águas (ANA), o segundo maior desequilíbrio crônico entre oferta e uso de recursos hídricos do país, só atrás do semiárido nordestino.

E eu, que consumo água de poço? Também devo me preocupar? Saiba que, segundo a ONU, atualmente 20% dos aquíferos – grandes reservatórios que concentram água no subterrâneo – estão sendo explorados acima de sua capacidade. Eles são responsáveis por fornecer água potável à metade da população mundial e é de onde provêm 43% da água usada na irrigação.

De acordo com a organização, nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda aumente 55% até 2050. Os desafios são muitos: o crescimento da população está estimado em 80 milhões de pessoas por ano, podendo chegar a 9,1 bilhões em 2050.

Precisamos, ao menos, fazer a nossa parte! E sabemos por onde começar, estamos cansados de receber informações como “desligue a torneira ao escovar os dentes e lavar a louça”, não utilize mangueira para lavar pisos e calçadas”, “desligue o chuveiro a ensaboar-se” e por aí vai… Vamos partir para a ação?

*Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL

Mariana de Oliveira Bióloga, mestre em Biologia pela UFRGS. Consultora da Ecovalor Consultoria em Sustentabilidade.

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